Bem-vindo(a) ao laiswerdemberg.com! Hoje, vamos explorar como a
neurobiologia das emoções atua em nosso cérebro e corpo, influenciando desde respostas automáticas até o desenvolvimento de doenças.
A neurobiologia das emoções estuda as modificações cerebrais causadas na presença de diferentes emoções, tais como medo, raiva, alegria, prazer, luta ou fuga, muitos destes estudos abordam o sistema límbico, mas sabe-se também que vários outros circuitos estão envolvidos no processamento de expressão das emoções e que estes despertam reações fisiológicas, como alterações de frequência cardíaca, respiratória, liberação de hormônios. Situações que podem repercutir na vida do indivíduo a curto, médio e longo prazo e estão associadas com o desenvolvimento de doenças.
Emoções são um mecanismo inerente, que agregam valor de forma automática a qualquer estímulo. Isto é, não depende do acontecimento ou do evento em si, mas sim da forma como a pessoa valoriza a situação. Esta forma de perceber as emoções é chamada de mecanismo neurofisiológico, pois ocorre a partir de respostas involuntárias que vão causar alterações em neurotransmissores e repercutir em modulação fisiológica como suor, alteração da respiração, pressão arterial, entre outros (CARPIO, 2018).
Após a valorização inerente às situações cotidianas através de memórias aprendidas, que alguns estudos na área da epigenética e transgeracional citam como sendo memórias celulares presentes no DNA e transmitidas entre gerações. A segunda resposta às emoções manifesta valor cognitivo, isto acontece em décimos de segundos, e neste momento o cérebro consulta as memórias, crenças, expectativas, urgências relacionadas a situação e expressa através do comportamento como expressões faciais, tom de voz, volume e ritmo da fala (ARNOLDO, 2000).
Em seguida o cérebro por meio de suas estruturas, feixes e conexões neurais, agrega valor através das vivências subjetivas ao sentimento, ou seja, acessam experiências vivenciadas, e isso diz respeito a forma como cada pessoa interpreta suas próprias emoções, por isso é atribuída a expressão “vivência subjetiva”, pois não necessariamente são fatos concretos, mas sim a forma como a pessoa vivenciou situações, de acordo com sua compreensão, relações, interações e influências culturais (ACOSTA Y LUPIÁÑEZ,2006).
A relação entre corpo, mente e emoções é estudada ao longo da história, desde o século XIX com interesse de diversas áreas como a psicologia, a psicanálise e a biologia. Com os avanços das pesquisas em saúde e técnicas de neuroimagens e optogenética, tem sido possível ampliar os conhecimentos a respeito das redes neurais, como bases no processamento das emoções e a integração entre a cognição e a homeostase corporal, assim podemos compreender como as respostas fisiológicas do indivíduo são moduladas (KRUEGER, 2012).
Os neurotransmissores causam respostas bioquímicas e fisiológicas que integram o sistema somático, causando respostas nos neurônios motores e no músculo esquelético. Além de também causarem respostas no sistema nervoso autônomo, causando interações no músculo liso, cardíaco, glândulas e trato gastrointestinal. Atuando constantemente para a manutenção da vida com interação ao meio externo, das funções viscerais e vegetativas, garantindo o equilíbrio do meio interno (FAUSTINO, 2024).
💡Emoções acompanham a percepção e a ação e produzem respostas autonômicas, endócrinas e musculoesqueléticas, interagindo com o córtex pré-motor, que é responsável pela preparação das estruturas do corpo ao movimento (FAUSTINO, 2024).
Quando uma pessoa sente alegria, ocorre a ativação dos neurônios dopaminérgicos do sistema mesolímbico e dos núcleos da base, principalmente o núcleo estriado ventral e o putâmen, que estão relacionados a geração de prazer. E podem favorecer a adoção do comportamento de aproximação, pois os neurônios dopaminérgicos dos núcleos da base também estão relacionados a atividade motora aprendida (ESPERIDIÃO, 2008).
Ao sentir raiva por exemplo, o hipotálamo é uma das regiões ativadas, principalmente na região posterior, enquanto o telencéfalo atua modulando de forma inibitória os comportamentos de raiva e agressividade. A serotonina é o neurotransmissor que atua regulando essa emoção, atuando através das vias serotoninérgicas no tronco encefálico, no feixe prosencefálico medial, além do hipotálamo e sistema límbico (ESPERIDIÃO, 2008).
Podemos observar como a atuação das emoções e sua interação com o corpo é estudada ao longo da história, por diferentes escolas desde autores voltados a racionalização das emoções, outros a espiritualidade, as reações físico-químicas e culturais. Logo, as práticas integrativas com olhar biopsicossocial abordam o individuo em sua integralidade, atuando em diferentes frentes de conhecimento, de forma a somar para o bem comum.
Os cuidados em saúde vão muito além de se cuidar apenas na presença da doença. O estado de saúde passa pela mudança da mentalidade para a promoção de condições saudáveis de vida, para a melhora do condicionamento físico, da imunidade para obter respostas favoráveis as funções e estruturas do corpo. Assim as pessoas estão possibilitadas a desempenhar atividades com menor gasto energético e maior qualidade de vida.
EXEMPLO PRÁTICO:
Aqui vou descrever um exemplo prático, para que você compreenda melhor o assunto. A relação entre emoções reprimidas e dores crônicas na coluna:
Muitas vezes, a origem das dores nas costas não está apenas em problemas estruturais, como hérnias de disco ou tensão muscular, em práticas integrativas nós entendemos que essas situações físicas acontecem devido a exposição crônica a maneira como o indivíduo processa suas emoções e lida com situações desafiadoras ao longo da vida.
A coluna vertebral representa simbolicamente o suporte da vida. Quando um indivíduo se sente desvalorizado, humilhado ou sobrecarregado emocionalmente, o corpo pode manifestar esse sofrimento em forma de dores físicas.
Algumas situações emocionais que frequentemente se correlacionam com dores na coluna incluem: Injúria e humilhação. Pessoas que passaram por situações em que foram expostas a críticas severas, palavras ofensivas ou humilhação, podem carregar tensão na região cervical e torácica. O corpo responde a essa emoção com contrações musculares involuntárias, resultando em dores persistentes na parte superior das costas e no pescoço.
A neurobiologia das emoções nos ensina que o corpo e a mente estão profundamente interligados. As emoções não são apenas estados subjetivos, elas geram mudanças reais no organismo e podem se manifestar fisicamente, especialmente quando não são devidamente processadas. A dor na coluna é um dos exemplos mais comuns desse aspecto, pois está diretamente relacionada ao suporte emocional não recebido e a falta de flexibilidade para lidar com as emoções.
Dores na cervical e torácica, podem estar relacionadas com a falta de apoio emocional, sensação de humilhação, injustiça, medo e inseguranças. Enquanto dores lombares podem estar associadas a desvalorização, sensação de inadequação, falta de autonomia e raiva reprimida.
O CASO DE JOÃO:
Para ilustrar o que acabei de descrever, vou te contar o caso do João, um empresário de sucesso que sentia fortes dores na coluna.
Ao buscar abordagem integrativa, João entendeu que a dor em sua coluna começou a se intensificar, quando sua empresa entrou em dificuldades financeiras. Ele se sentia constantemente desconfortável e pressionado para manter o controle da situação, se sobrecarregando emocionalmente e fisicamente.
Após passar por avaliação e anamnese detalhada, João recebeu o plano de tratamento feito especificamente para ele, que incluía práticas integrativas com abordagem emocional, energética e física.
A Terapia Floral foi utilizada para melhor suporte emocional, a Meditação para auxiliá-lo a processar melhor as emoções e liberar estagnações. A Terapia Ayurvédica para ele melhorar os hábitos de vida, a Massagem Ayurvédica Abhyanga para tratar as dores físicas, a Shirodhara e Shiroabhyanga para promover alívio das tensões e relaxamento. A Antroposofia Aplicada a Saúde para ele compreender a importância dos desafios na vida, para o crescimento e desenvolvimento pessoal, além de ter ferramentas para expressar suas emoções através da arte e da conexão com a natureza. E o Yoga para manutenção dos novos hábitos de vida e percepção da realidade.
Conclusão
A neurobiologia das emoções nos mostra que as respostas emocionais são complexas e multifacetadas, envolvendo desde reações automáticas e biológicas até a influência de memórias e implicações. Esse conhecimento reforça a importância de práticas integrativas de saúde, que atuam de forma integral no processo de cura. Essas práticas não se limitam a tratar apenas os sintomas, mas visam restaurar o equilíbrio entre corpo, mente e emoções, de forma integral.
Saiba: A dor pode ser um sinal de que algo precisa ser transformado!
Se você está enfrentando dores e sente que suas emoções podem estar influenciando seu estado físico, considere buscar uma abordagem integrativa. Eu estou aqui para te orientar nesse caminho!
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🎧Escute também o podcast Dra. Laís Werdemberg!

Mentora de Vida em Abundância.
Founder da Escola Essência Viva.
Especialista em Wellness Therapies que integram corpo, mente e espírito: Ayurveda, Fitoterapia, Aromaterapia, Yoga, Meditação, Florais, Arteterapia e Antroposofia.
Inspira transformação profunda, autocuidado e expansão de consciência.
Descubra mais sobre Dra Laís Werdemberg Santos
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